Roteiro Turístico

As povoações da beira do rio, onde se enquadra a União das Freguesias de Souto da Carpalhosa e Ortigosa (situa-se na região do Pinhal Litoral, apesar da sua curta bacia hidrográfica centrada na planura do rio, continuam a atribuir-lhe uma dimensão que este, na realidade, não possui. De facto, não é pouco usual chamar “Rio Grande” ao rio Lis. Francisco Rodrigues Lobo descreveu as belezas encantadas das águas de que falamos, num tempo em que estas cantavam de penedo em penedo, límpidas e frescas, coisas que os dias recentes viram afundar, dilacerando as nossas ninfas encantadas, as “líseias”, que o nosso poeta tanto admirava, para não dizer que as amava, sentado mergulhando os pés quebrados pelo calor. “Fermoso rio Liz, que entre arvoredos/ides detendo as águas vagarosas”.
 
O rio, aquele que marca decisivamente o nosso território, a nossa alma e o que somos, está ali desde os nossos mais antigos antepassados, moldando-nos o modo de vida, fornecendo continuadamente meios para a sobrevivência do homem do vale do Lis, sejam objetos pacíficos ou bélicos, uma agulha de osso, um raspador ou um biface de sílex. O rio é a alma das férteis terras de Ulmar.
 
É o centro em volta do qual se foi instalando o povoamento, surgindo a maioria dos povoados do concelho de Leiria. A fixação das areias, obra notável a que está ligado o nome e a ação do rei D. Dinis que para se tornar “plantador das naus a haver” , se instalou de armas e bagagens na nossa região,
nomeadamente em Leiria e Monte Real, com episódicas e lendárias paragens em terras de Amor, a “terra com o nome mais lindo do mundo”.
 
As riquezas faunística e florística da região constituem também um importante ponto de interesse turístico, porque substituem o cinzentismo que, cada vez mais, predomina nos espaços urbanos, truncando o benéfico contacto entre as pessoas e a Natureza. Neste âmbito, a Freguesia oferece um panorama estimulante porque apresenta colónias de plantas carnívoras, de espécie Drosophyllum lusitanicum, conhecida por Orvalho-do-sol, erva-pinheira-orvalhada ou Pinheiro-baboso. Completamente inofensivas, estas curiosas plantas alimentam-se de insectos e encontram-se, sobretudo, em pinhais e matos ralos, de preferência em zonas costeiras, em solos arenosos ou rochosos, ácidos e fortemente expostos ao sol.
 
O património edificado e cultural de uma Freguesia é fruto da sua longa e rica história, resultando do saber, da força e do cuidado com que a população se dedica à sua edificação e preservação. Assim, esta localidade orgulha-se de apresentar, aos seus visitantes e turistas:
 
• Igreja Matriz de Souto da Carpalhosa
• Igreja Matriz de Ortigosa
• Igreja do Senhor Jesus dos Aflitos (Vale da Pedra)
• Igreja da Senhora da Vitória
• Igreja Senhora  da Paz, em Lameira 
• Igreja da Nossa Senhora da Boa Morte
• Ermida de Santo António de invocação de N. Sra da Portela
• Ermida de São Martinho feita no ano de 1516
• Mata Nacional da Charneca do Nicho
• Residência Paroquial de Souto da Carpalhosa
• Nascentes de Água Doce e Água Salgada (Vale do Lis)
• Várias fontes nos diversos lugares da Freguesia
• Agromuseu Municipal D. Julinha
• As Casas Típicas Alpendradas
• Miradouro, junto à Capela de Riba d’Aves
• Quinta Alves de Matos - Turismo Rural em Habitação
 
 
AGROMUSEU MUNICIPAL D. JULINHA
No dia 27 de Junho de 2009, foi inaugurado o Agromuseu Municipal D. Julinha, em Ortigosa. A.abertura ao público teve lugar terça-feira, dia 30 de Junho.
Este espaço museológico resulta da intervenção levada a efeito pela autarquia nas instalações da antiga Casa Agrícola Pereira Alves de Matos Carreira, conhecida por todos como “Casa Saudade” e que foi doada ao Município por D. Maria Leonilde Pereira Alves Carreira, conhecida carinhosamente por “Dona Julinha”, com o objectivo essencial de garantir a preservação da memória e vivência daquele tão importante património rural, tornando-o acessível à comunidade.
 
O Agromuseu Municipal Dona Julinha, oferece aos visitantes actividades permanentes, com visitas guiadas num circuito que fornece toda a informação possível acerca da vida rural.
 
Sobretudo dirigidas ao público escolar, as hortas pedagógicas do Agromuseu Municipal Dona Julinha, são espaços próprios para os alunos, em pequenos grupos, poderem aprender e experimentar a preparar a terra, semear, plantar, mondar, sachar, regar, acompanhando todo o processo de crescimento e maturação dos produtos hortícolas. Os animais (patos, galinhas e outros) merecerão igualmente a atenção das crianças, que poderão observar e aprender os seus hábitos e dietas, para além de poderem participar nas tarefas dos tratadores.
 
Rituais e festividades cíclicas serão também relembrados, bem como a transformação artesanal dos alimentos, com a promoção de produtos regionais, tais como os enchidos, os queijos, o vinho, a broa de milho, os doces e as compotas caseiras.
 
O Agromuseu Municipal Dona Julinha, poderá ser visitado de terça a sexta-feira, das 14 às 18 horas e aos sábados e domingos, com marcação prévia. Encerra à segunda-feira e feriados de 1 de Janeiro, Sexta-feira Santa, 1.º de Maio e 25 de Dezembro.
 
Todas as visitas orientadas e actividades do Serviço Educativo deverão ser marcadas antecipadamente, através do telefone 244 614 635, ou do e-mail: agromuseu@cm-leiria.pt.